Necessidade: Raimundo Sousa dos Santos afirma que realinhamento da tarifa era inevitável (Foto: Francisco Matias)

O prefeito municipal, Mercial Lima de Arruda no uso de suas atribuições e com base na Lei Orgânica do Município de Grajaú nº 016/2006, reajustou no dia 1º de fevereiro, os valores das tarifas de abastecimento de água a serem aplicada das pelo Serviço Autônoma de Água e Esgoto (SAAE) de Grajaú-MA.

O direto geral do SAAE, Raimundo Sousa dos Santos, informou que as tarifas de água da cidade subiram 15%. O percentual vale para consumidores residenciais, comerciais e industriais. As primeiras contas com reajuste terão vencimento no dia 28 de fevereiro.

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“O objetivo do realinhamento é para compensar o aumento de custos operacionais, manutenção dos sistemas, equipamentos, dos insumos e da mão de obra utilizada pelo SAAE, de modo a garantir a sua autossuficiência econômico-financeira, levando-se em conta também, as reservas para depreciação e expansão”, explicou.

Com o reajuste, a tarifa mais comum, para pessoas que consomem até 20 metros cúbicos de água por mês, passou de R$ 41,74 para 48,00, o que corresponde a um aumento de R$ 6,26 no valor da conta. Cerca de 54% das ligações residenciais de água em Grajaú pagam essa tarifa.

Um metro cúbico de água corresponde a mil litros, o tamanho mais comum de caixas d’água. Com o reajuste, cada metro cúbico de água passa a custar R$ 2,563, mais ou menos o preço cobrado por meio litro de água mineral no varejo.

“A tarifa de água em Grajaú teve seu último reajuste de 23,69% em dezembro de 2015; dois anos depois é que foi reajustado, sendo que a lei nos permite reajustar periodicamente em função da evolução dos custos de serviços de operação e manutenção; um exemplo é a nossa prestadora de serviço de energia elétrica que só em 2017 reajustou suas tarifas mais de cinco vezes”, comentou o diretor do SAAE.

Saiba como foi o calculo para chegar ao reajuste dos 15%

Considerando o artigo 66, inciso VII da Lei Orgânica do Município, em vigor; o artigo 15, parágrafo único, da Lei nº 178/2013; o IPCA/IBGE (Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo) apurado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) acumulado de outubro de 2015 até janeiro de 2018. As despesas do custo do sistema em 2017 que foi de R$ 7.713.225,80 (sete milhões setecentos e treze mil duzentos e vinte cinco reais e oitenta centavos) menos a receita arrecadada em 2017, R$ 6.736.382,47 (seis milhões setecentos e trinta e seis mil trezentos e oitenta e dois reais e quarenta e sete centavos), o que gerou um déficit de R$ 976.843,33 (novecentos e setenta e seis mil oitocentos e quarenta e três reais e trinta e três centavos).

Hoje, 40% da receita são destinados à folha de pagamento e 34% se destinam à conta de energia elétrica. Fica um quarto da receita para todas as outras despesas, entre elas o pagamento de dívidas negociadas com o INSS e a Receita Federal.

“O SAAE tem 14.188 ligações de água ativas, com um faturamento de 709.556,81 (dados de fevereiro/2018); se as pessoas pagassem suas contas em dias, poderíamos arrecadar esse valor; o problema é que 75% dos consumidores estão inadimplentes (dados de janeiro/2018)”, explica o diretor.

Investimento

Segundo o diretor geral do SAAE, Raimundo Sousa dos Santos, um dos grandes avanços da gestão foi à recuperação da capacidade de gerir os próprios custos com pessoal e manutenção: “O SAAE negociou suas dívidas com a CEMAR, INSS e Receita Federal, e hoje estamos conseguindo pagar todas as contas do mês. Quando eu assumi, em janeiro de 2017, nem isso a gente conseguia honrar”, revelou.

A gestão do SAAE em 2017 avançou significativamente em vários aspectos; veja alguns:


≈ Implantação de redes de água em varias ruas dos bairros, Nova Grajaú (6 km), Vila Tucum (3 km), na Rua Santa Clara – Extrema (170m), Rua São Francisco – Loteamento Santo Dumont/Aeroporto (150m), Rua São João – Extrema (90m), e Rua Projeta – São Roque (80m);

Os 6 km foram implantados com mão de obra própria dos funcionários do SAAE (Foto: Francisco Matias/SAAE)

≈ Recuperação e aquisição de novas bombas;

≈ Aquisição e instalação de novos equipamentos e produtos para o tratamento de água, entre eles os dosadores de cloro;

≈ Recuperação, pintura e limpeza mensal da estrutura das casas de bombas dos poços;

Estrutura do Poço do SAAE no Bairro Trizidela (Foto/Francisco Matias)

≈ Pagamento em dias dos servidores públicos e fornecedores da autarquia municipal;

≈ Aquisição do fardamento;

Direção entrega novo fardamento aos funcionários do SAAE (Foto: Francisco Matias)

≈ Melhoramento no atendimento ao consumidor com alteração no horário (das 7h30 às 18h00);

≈ Implantação do site do SAAE com o serviço da agencia virtual e ouvidoria, através do endereço eletrônico (www.saaegrajau.com.br);

Site conta com a Agência Virtual para facilitar a vida dos consumidores do SAAE (Foto: Divulgação)

≈ Implantação do setor de almoxarifado, equipes de plantão e de poços,

≈ Abastecimento com carro pipa as comunidade Nova Grajaú, Vila Nova, fazendas e povoados;

≈ Mudança do sistema de captação do rio para bomba submersa, aumentando a vazão em mais 40%;

Captação de água do rio abastece os bairros do Centro, Cidade Alta, Rodoviário e Ponte de Cimento (Foto: Ascom SAAE)

≈ Manutenção de todos os poços do interior com assistência e custeio;

“Diante dos desafios encontrados, em 2018, ainda há muito por se fazer”, afirma o diretor.

Metas para 2018:


≈ Perfurar um poço artesiano no bairro Nova Grajaú (Quem Dera);

≈ Implantar 10 km de redes de água na cidade e no povoado Alto Brasil;

≈ Concluir a ampliação e reforma do escritório/sede para melhorar o atendimento aos consumidores;

≈ Implantação do escritório do SAAE no bairro Canoeiro;

“Tudo isso só será possível, com uma arrecadação sólida, muito comprometimento de nossa gestão, e consumidores conscientes e responsáveis no pagamento de sua conta de água.”, finalizou.